Razões de Existir III
Exposição de Colectiva de Arte Contemporânea
Obras
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Pintura
A. R. Penk
(n.1939)
 

Nasceu como Ralf Winkler a 5 de Outubro de 1939, em Dresden, Alemanha.
Assumiu o nome do cientista e geólogo Albrecht Penck (1858 - 1945) em 1968 e a partir daí passou a apresentar-se como A.R. Penk. Nesse ano tem a sua primeira exposição, na galeria Michael Werner, Koln.
Em 1979/71 fundou o grupo "Lucke", com Wolfgang Opitz e outros. Adere à Documenta de Kassel em 1972. Em 1975 realiza a exposição "Penk Mal TM" em Berna, Suiça.
O seu primeiro concerto "free jazz" é em 1976 em Dresden.
Deixou a República Democrata Alemã em 1980 e vai para Colónia. No mesmo ano recebe o prémio Rembrandt da Fundação Goethe.
Funda o grupo TTT em 1983, que realiza um "tour" pela Europa e Estados Unidos. Participa no [Sound Unity] Free Jazz Festival em Nova Iorque.
Participa na XLI Bienal de Veneza em 1984.
Em 1988 realiza uma exposição retrospectiva na Academia Nacional de Berlim.
Sai do grupo TTT em 1993 e vai para a Irlanda.
Posteriormente é professor em Dusseldorf.


Pintura
Al Berto (1948-1997)

Alberto Raposo Pidwell Tavares nasceu em Coimbra, em 1948. Em Sines vive parte da infância e adolescência. Filho de família da alta burguesia de origem britânica, cedo assumiu uma postura profundamente irreverente. Em Lisboa, estudou na Escola António Arroio, e frequentou também a SNBA. Partiu para Bruxelas para prosseguir os seus estudos artísticos, em 1967, e aí, com alguns artistas plásticos, fotógrafos e escritores fundou a associação Monfaucon Research Center.
Os quadros mais característicos de Al Berto eram representações em cores vivas e contrastantes, influenciados pela arte Pop e explorando diversas técnicas.
Em 1970, expôs na Galeria Fitzroy, em Bruxelas. Publicou o livro de desenhos "Project 69", Archives nº 2, e realizou cartazes contra a expulsão de estudantes e trabalhadores estrangeiros, e para a Feira do Livro de Frankfurt.
Em 1971, decidiu abandonar de vez a pintura e iniciou "Noctiluque". Regressa do exílio a Portugal em 1974, e tem uma breve experiência como editor. No início seguiu de perto a linha surrealista, a exemplo de Herbeto Hélder. A sua obra é vasta, entre ela: Trabalhos do Olhar (1982), Salsugem (1984), O Medo (1976-1986) - prémio de poesia de 1987 do Pen Club, O Livro dos Regressos (1989), A Secreta Vida das Imagens (1991), Luminoso Afogado (1995) e Horto de Incêndio (1997). Deixou incompletos textos para uma ópera, para um livro de fotografia sobre Portugal e segundo o autor uma «falsa autobiografia».


Pintura
Albino Moura

Nasceu em Lisboa.
Autodidacta, recebeu orientação de Fred Kradolfer e colaborou em trabalhos de decoração. Expõe regularmente desde 1959, com participações no V e VI Salão de Arte Moderna da SNBA (1962/1963) e no I Centenário da SNBA (2002). Autor com obra galardoada, recebeu prémios de pintura das Câmaras Municipais de Abrantes e Vila Franca de Xira; a Medalha de Prata da Costa do Sol; Cartaz – Comemorações do Dia de Camões; Cartaz – Câmara Municipal de Palmela, 1985; Cartaz – Câmara Municipal de Vila Franca de Xira; Pintura Manuel Filipe; Menção Honrosa – Expo. Peq. Formato, Cascais; I Salão de Artes Plásticas, Sintra, 1992; Cartaz - Câmara Municipal de Seixal, 1992; Cartaz - Sindicato dos Bancários, 1993; Câmara Municipal da Amadora, 1993.
"A Luz é o elemento fortemente valorizado, é poesia que emana dos seus quadros (...) Ele é um homem fundamentalmente tocado pela criatividade e pela poesia, mas é, também, um irreverente e versátil personagem no sentido plástico".
José de Azevedo Ver mais >>


bual Pintura
Artur Bual

Exposições Individuais (Algumas)
Galeria Pórtico, Diário de Notícias, Tempo, Alvarez-Dois, Museu de Amarante, Gees Van der Geer-Holanda, Galeria G. Arcano XXI, Galeria Artolfi, S. Francisco, Galeria Neupergama, Galeria de São Bento, Galeria do Hotel Bahia Palace, São Miguel, Açores, Galeria de Santa Justa, Galeria de Constância, etc.

Exposições Colectivas (Algumas)
Jovem Pintura, Galeria de Março, Salão de Arte Abstracta, Exposição de 17 Artistas Contemporâneos, Galeria Pórtico, Bienal de Paris, retrospectiva da Pintura Não-Figurativa em Portugal, Faculdade de Ciências de Lisboa, Gerais de Artes Plásticas, S.N.B.A.,I e II Salões de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian, Exposição de Arte Moderna Portuguesa, Museu de Arte Moderna de São Francisco da Califórnia, Exposição itinerante de Arte Moderna, Galeria Alvarez, 5 Pintores Portugueses na Sala de "Santa Catalina del Ateneo", Madrid, Salões de Arte Moderna da S.N.B.A., Salões dos Novíssimos, Salões da Junta de Turismo da Costa do Sol, 11 Artistas Portugueses no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Bienal "Branco e Negro", Lugano, 17 Pintores, Galeria Quadrante, com António Araújo e Francisco Relógio, Galeria Pórtico e Galeria Tempo, Exposições de Arte Moderna de Almada, Coimbra, Caldas da Rainha e Évora, II Exposição de Arte Moderna, Faculdade de Medicina de Lisboa, 15 Pintores Portugueses, Galeria Neupergama, Torres Novas, Exposição Itinerante nos Açores e Madeira da Colecção Calouste Gulbenkian, 60 Anos de Arte Portuguesa em Paris e Bruxelas, Fundação Calouste Gulbenkian, V, VI, e VII Bienais de São Paulo, I, II, III Bienal de Vila Nova de Cerveira, Arus, 25 de Abril - 1984, Ibérico, Campo Maior - 1984, Galeria São Bento 85, Exposições S.N.B.A., Artela, Sta. Justa, Ícaro. FAC, Centro Cultural de Idanha -a - Nova, etc.

Colaboração e Ilustração
Tomou parte nos Encontros Internacionais de Arte, Caldas da Rainha e VIla Nova de Cerveira, organização do Grupo Alvarez. Com Carlos Alvarez, colaborou como director plástico em várias obras de teatro levadas à cena no Teatro Experimental de Cascais. Executou o cartaz para a peça "Mãe" de S.I. Witklewicz, Teatro Experimental do Porto e no de Cascais. É director gráfico da Revista de Artes e Letras "Catavento" . Ilustrou os livros "Institutos Supremo" de Ferreira de Castro e "As Alegres noites de um Boticário" de Miguel Barbosa.

Prémios
Prémio Nacional Souza Cardoso atribuído pelos críticos de arte de Paris, na Bienal de Paris, Primeiro Prémio do Salão de Arte Moderna na Junta de Turismo da Costa do Sol. Segundo Prémio do Concurso de Pintura da B.P. Prémio da Revista Nova Gente de Artes Plásticas 1984, Prémio da Revista "Eles e Elas", Prémio de Artes Plásticas 1983.

Bibliografia
"Pintura e Pintores, etc.", de Fernando Guedes; Dicionário da Pintura Universal - Estúdios Cor; Abstract Painting - Harryn , Abrams, Inc. PublisherS, New York; Art . Larousse; Koogan Larousse, Selecções; "Encontros com Artur Bual" de Quirino Teixeira. Está representado em diversas colecções particulares, nacionais e estrangeiras, e no Palácio de Pegões; no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian; no Museu de Arte Contemporânea; no Museu Armindo Teixeira Lopes, em MIrandela; na Cãmara Municipal da Amadora, etc.


Instalação Multimédia Interactivo
Cabral Nunes

Carlos Manuel Cabral da Silva Nunes nasceu em 1971. Tem o DMA do Arthouse Multimedia Centre for the Arts, Dublin, Irlanda.
Estudou música e técnicas de composição, tomou contacto com o mundo artístico através de seminários, cursos e workshops, nomeadamente de serigrafia, teatro, escrita, fotografia, pintura, dança, em Portugal e no estrangeiro.
Com vastos conhecimentos de multimédia, é co - autor do conceito de Arte Global (1997) -o relacionamento de linguagens artísticas, incluindo as novas tecnologias, mantendo uma narrativa não-linear comum e aglutinadora.
É membro fundador, autor e coordenador das áreas artísticas do Colectivo Multimédia Perve. Ver Mais>>


Desenho
Cruzeiro Seixas
(1920)

Frequentou a Escola de Artes Decorativas António Arroio, em Lisboa, onde conheceu a partir de 1935, entre outros, Mário Cesariny, Marcelino Vespeira, António Domingues, Fernando José Francisco, Fernando de Azevedo e Júlio Pomar. Com estes e outros artistas participou no ano de 1942 em reuniões de carácter vanguardista no café Herminius antes de se interessar pela corrente neo-realista.
Em 1948 adere ao surrealismo, juntando-se a Mário Cesariny, Pedro Oom, Henrique Risques Pereira, António Maria Lisboa, Mário Henrique Leiria, Fernando José Francisco, Fernando Alves dos Santos e Carlos Calvet. Constituem Os Surrealistas, colectivo do qual fará parte durante dois anos, participando em duas exposições colectivas e em várias intervenções radicais. Assina manifestos, folhas volantes e marca presença em conferências. Ver mais>>



Dieter Roth
(1930-1998)

Diether Roth desenvolveu trabalho em áreas como a escultura, a poesia, o design gráfico, a performance, a edição, e a música.
Nasceu em Hanover, Alemanha, em 1930. Foi levado da Alemanha nazi para a Suiça.
Estudou design gráfico em Berna, onde se interessou pelo design avant-garde e pela poesia.
Fugindo à rotina viveu em diversas cidades, Londres, Basel, Amsterdão, Hamburgo, e Providence, entre outras, e em cada lugar assumiu uma nova identidade através da variação do seu nome de nascença, Karl-Dieterich Roth, mudando para Dieter Roth, Diter Rot ou Dieterrot.
A sua obra resiste a uma delimitação de estilo ou de técnica, e apresenta uma grande versatilidade e variedade. Cada trabalho tem uma vida própria e uma linguagem distinta.
Um dos elementos comuns é a vontade de dar visibilidade ao tempo, usando materiais orgânicos: chocolate, manteiga, queijo, carne, excrementos... Permitia que elementos como a temperatura, a humidade, a luz, e os insectos e bactérias interviessem nos seus trabalhos, só declarando o trabalho concluído depois dessa acção externa ser perceptível. Deste modo subvertia a estratégia de comercialização da arte.
Num curto período trabalhou como mestre na Academia de Arte de Dusseldorf, sendo Joseph Beuys seu colega e promotor, mas não deixando de manter a sua atitude controversa. Rejeitava a ideia de esposição do seu trabalho de forma tradicional, e chamava aos museus “casas funerárias”. A distinção entre a sua vida e obra acabou por se diluir, passando a registar em vídeo todas as suas acções artísticas e quotidianas. Converteu em arte tudo o que o rodeava.


Pintura
Gracinda de Sousa

Nasceu em Lisboa em 1952, é médica, Chefe de Serviço de Imuno-hemoterapia, Directora do Centro Regional de Sangue de Lisboa.
Autodidacta, utilizou inicialmente o desenho e mais tarde o pastel e técnicas mistas para retratar estados de alma e reflectir sobre questões diversas. O encorajamento que recebeu de Mário Botas que conheceu em 1975 e mais tarde de Saldanha da Gama e de Artur Bual constituíram contribuições fundamentais para o seu percurso.
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Joaquim Carvalho

É licenciado em Engenharia Química.
Frequentou as Oficinas de Pintura e Desenho da Ar.Co, Lisboa, em 1987/1988.
Desde 1989 participa regularmente em exposições colectivas e individuais, em vários países.
Carlos Lança escreveu sobre ele "Alheando-se de tendências e fugindo recorrências (o que nem sempre é coisa fácil, reconheça-se …) Joaquim Carvalho possui um discurso plástico que se notabiliza pela sobriedade e "elegância" dos recursos de que se recorre no encontro de soluções sobre os suportes que vai trabalhando (...) bastando-se na rigorosa construção pictórica que povoa o seu imaginário criador, poético mesmo, sem dúvida, mas em paralelo, de uma lucidez notável no que respeita às regras da construção que possibilitam a "arquitetura" das suas pinturas.
(...) Joaquim Carvalho se não basta no que vai conseguindo criar. Nele, o imobilismo é algo que se não poderia (nem por si próprio) aceitar, já que se nos habituou à experimentação continuada e persistente do autor consciente que é, inegávelmente."


Cerâmica
José Eliseu

Nasceu na Mexilhoeira Grande, Algarve.
Estudou no Instituto Superior de Design, I.A.D.E. em Lisboa.
Desde 1980 faz crítica de arte em jornais e revistas onde convive e faz amizade com os maiores artistas nacionais e
estrangeiros.
Tem participado em diversas exposições em Portugal e no estrangeiro, a destacar:
Centro Cultural de Lagos; Palácio dos Anjos -Oeiras; Sociedade Nacional de Belas Artes -Lisboa; Palácio Foz -Lisboa;
Museu da Electricidade -Lisboa; Instituto Franco Português -Lisboa; Bienal Internacional de Artes -Brusque -Brasil;
Stedelijk Hoger Institut -Genk -Bélgica; Galeria La Viscontea -Rho -Milão -Itália; 100 anos de Miró -Algarcon -Espanha.
Tem painéis cerâmicos na sua terra natal, designadamente na igreja matriz e no mercado municipal.
Vem citado no livro "50 Anos de Pintura e Escultura em Portugal', da Universitária Editora.
Está representado em muitas colecções particulares e no Museu Diogo Gonçalves em Portimão.Ver Mais>>


Pintura
Malangatana


Nasceu em Matalana, Província de Maputo.
Moçambique, a 6 de Junho de 1936.

Frequentou a Escola Primaria em Matalana e, posteriormente, em Maputo, os primeiros anos da Escola Comercial.
Foi pastor de gado, aprendiz de nyamussoro (médico tradicional), criados de meninos, e apanhador de bolas e criado no clube da elite colonial de Lourenço Marques.
Tornou-se artista profissional em 1960, graças ao apoio do arquitecto português Miranda Guedes (Pancho), que lhe cedeu a garagem para atelier e que lhe adquiria dois quadros por mês, que era superior ao salário que um criado negro como ele poderia auferir.
Esteve preso pela polícia colonial acusado de ligações a FRELIMO, durante cerca de dois anos.
Após a independência teve vários envolvimentos na área política, tendo sido deputado pela Frelimo de 1990 até ás primeiras eleições multipartidárias, em 1994, a que não foi candidato.
Foi um dos criadores do Movimento para Paz e pertence à Direcção da liga de Escuteiros de Moçambique.
Foi um dos criadores do Museu Nacional de Artes de Moçambique e procurou manter e dinamizar o Núcleo de Arte (Associação que agrupa os artistas plásticos).
Muito ligado à criança, tem colaborado intensamente com a UNICEF e durante alguns anos fez funcionar a escolinha dominical “vamos brincar”, uma escolinha de bairro.
Faz parte do grupo fundador e é Presidente da Direcção da Associação do Centro Cultural de Matalana.
Malangatana, para além de artista plástico, também escreve poesia — o seu primeiro livro “24 poemas”, uma colectânea de poemas de 1960, ilustradas com desenhos da época, foi lançada em Março de 1996 numa edição em Portugal — e já fez parte de um grupo musical, onde cantava, dançava e tocava.
Impulsionador, no passado, de um projecto
cultural para a sua terra natal — Matalana, Marracuene —, após o acabar da guerra, voltou a retomá-lo, criando-se, assim, a Associação do Centro Cultural de Matalana, que pretende criar um projecto de desenvolvimento integrado das populações em torno do desenvolvimento profissional, de produção de auto-emprego, junto com o trabalho artístico, a colecção etnoantropológica e a ecologia. >>Ver mais


Pintura
Márcia Matonse

Márcia Elsie Matonse nasce a 18 de Maio de 1967 em Moçambique.
É membro do Núcleo de Arte e da Associação “Colectivo Multimédia Perve” em Lisboa.

Workshops:
Participou no workshop “nós também somos gente” em Junho de 2000.

Exposições Colectivas:
Casa da Cultura;
Casa da Cultura do Alto-Maé;
Núcleo de Arte;
Bienal 99, TDM;
2000 - “Olhos do Mundo”, Perve Galeria – Lisboa;
2001 - “Maninguemente Ser”, Perve Galeria – Lisboa;
2002 - “Perve Acervo – 2001”, Edíficio banco de Portugal, Leiria.
2002 – “Sulcos (roxos) do olhar – lusofonia no feminino”, Perve Galeria – Lisboa.

Teve também obras expostas em Itália e África do Sul.


Pintura
Miro
(1965-2002)

Miro nasceu a 11 de Junho de 1965, em Maputo. Tem o curso de Artes Gráficas da Escola de Artes-Visuais. É membro da Cooperativa Arte Feliz, Núcleo de Arte e Gate Foundation. A sua obra está representada em vários colecções particulares nacionais e estrangeiras.

Workshops:
Moçambique, África do Sul e Finlândia.

Principais Exposições:
Participa desde 1986, em exposições colectivas em Moçambique, África do Sul e Suécia.
2000- Participou na exposição colectiva Olhos do Mundo (Perve Galeria- Lisboa).
2001 – Maninguemente Ser (Perve Galeria – Lisboa)
2002 – Perve Acervo – 2001 (Ed. Banco de Portugal – Leiria)
2002 – Colectiva Semana de África – Galeria do I. P. J. – delegação de Lisboa.

Prémios e Distinções:
Recebeu 1.º Prémio Estocolmo (cartaz);
1.ºPrémio Pintura, Bienal TDM;
1.º Prémio Pintura, Anual M. N. A.;
1.º Prémio Desenho Anual MUSART-TDM’97.


Escultura
Naftal Langa

Nasceu em Manjacaze em 1932, onde estudou.
Com 17 anos foi para Lourenço Marques, à semelhança de muitos outros camponeses.
Começa a esculpir sob orientação de Alberto Chissano, seu conterrâneo.
As suas esculturas em madeira são marcadas pelo jogo das formas que constrói, e o seu articulamento
com partes não trabalhadas e aproveitamento dos veios.
Pertencente a uma nova geração de artistas escultores, tal como N'Dlozy, afastam-se da arte dita tradicional e
que dão livre curso à sua inspiração em géneros variados.
Participa desde 1973 em exposições colectivas e individuais em Moçambique e por muitos outros países,
entre eles: Angola, Nigéria, Bulgária, Grã-Bretanha, Itália, Portugal, ex-RDA, ex-URSS e Zimbabwe.
Está representado no Museu Nacional de Arte e em colecções nacionais e estrangeiras.


Escultura
Ndlozy

Sebastião Armando Janze nasceu em 28 de Julho de 1970, em Maputo. Estagiou com Mestre Chissano em 1988 e foi bolseiro nos Estados Unidos em 1992.
A sua obra está representada em várias colecções particulares nacionais e estrangeiras, como a do ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, a de Graça Mahel e a de Aldo Agelo.

Workshops:
1994- UJAMAA, IV, no Núcleo de Arte;
1995- Durban, Wood Carvin Workshop;
1997- Zâmbia, Lusaka, Mbile Workshop;
1998- Workshop Águas e TAE, no Núcleo de arte.

Exposições Colectivas:
(Resumo das mais de 67 que realizou dentro e fora de Moçambique)

Participou, desde 1989, em exposições colectivas em Maputo, Glasgow e Lisboa.
Participou em Workshops em Maputo, Durban e Lusaca;
1998- Cento Cultural Franco-Moçambicano (Maputo), em homenagem à visita do presidente francês Jacques Chirac no mês de Julho; outra no mesmo local, desta vez em homenagem à visita do rei da Suécia no mês de Novembro;
2000 - Olhos do Mundo (Perve Galeria-Lisboa)
2001 – Maninguemente Ser (Perve Galeria-Lisboa)
2002 – Perve Acervo-2001 (Edifício Banco de Portugal – Leiria)
2002 – Semana de Àfrica (Galeria do I.P.J. – delegação de Lisboa)
2003 – Participação no certame da Porto Arte – 2003 (Exponor – Porto)

Exposições Individuais:
1991-Centro de Estudos Brasileiros;
1992- Virgínia (Estados Unidos);
1994- Associação Moçambicana de Fotografia;
1997- Pretória Art Museum;
1999- Sociedade Nacional de Belas-Artes (Lisboa); Mármores (Maputo);
Além de várias realizadas em Maputo e uma itinerante em Portugal, França e Bélgica.

Prémios e Distinções:
Em 1989 recebeu o 3.º Prémio no concurso “Novos Talentos” organizado pela Horizonte Arte e Difusão; em 1991 recebeu o 1.º Prémio no mesmo concurso e o 6.º lugar no Concurso Internacional da United States Infomation Agency/Mid — American Art Alliance.



Escultura
Nhelas

Nasce em 1955 em Praia – Santiago, Cabo-Verde.

Em 1975, fundou o grupo teatral “Korda Kaoberdi”.

Durante quatro anos, foi o único bailarino cabo-verdiano na escola de dança africana “ Mudra” no Senegal, fundada por Maurice Béjart.

Foi, durante um ano, o bailarino principal da companhia “New York Blues Ballet”, em França.

Em 1980, e por seis meses, pertenceu à companhia “Komiksfeldem Fespiel Ballet”, na Suiça.

Em 1984, fundou a escola de dança “JAACV”, em Praia, Cabo-Verde.

Em 1990, fundou a companhia de dança “Renato Cardoso”, na Praia, Cabo-Verde.

Em 1996, fundou a companhia de dança “Bibinha Cabral”, na Praia, Cabo-Verde.

Em 1997, fundou a companhia de dança “Carapati”, na Praia, Cabo-Verde.

Como músico, pertenceu durante 14 anos ao grupo musical “Bulimundo”, o grupo musical cabo-verdiano mais conhecido em Cabo-Verde, Europa e Estados Unidos.

Durante três anos foi Designer de Cenografia para a Televisão Nacional, em Cabo-Verde.

Em 1994 foi convidado para colaborar com o grupo “Ginástica Rítmica Nacional”. Este grupo participou no “Festival Internacional de Ginástica”, em Amesterdão na Holanda.



Nuno Espinho

Licenciado em Geologia na Faculdade de Ciências de Lisboa.

Formação na área artística:
Seminários I e II Guitarra Eléctrica (1994); Workshop - “Estruturas e Formas na Improvisação Musical”, Goethe - Institut de Lisboa (1995); Seminário Captação e Registo de Som, Escola Sup. de Cinema de Lisboa, (1996); Nível I de Teoria Musical e de Escrita e Leitura Musical e 2 º Ano do curso de Guitarra Clássica na Juventude Musical Portuguesa (1997/1998); Seminário de Composição e Seminário sobre Técnicas de Instrumentação, Fund. Calouste Gulbenkian (1998/1999); Workshop – Nato 0.55 Música Viva Festival – Miso Music – Lisbon, Portugal; Arista Workshop XIV (Produção), Dinamarca (2001); Curso de Análise e Técnicas de Composição, Queluz, Portugal (1999/2001);

Actividades na área artística:
Formou o grupo “Coty Cream"(1989) e o grupo “Perve” (1992) e trabalhou com vários artistas tais como o grupo de teatro “O Bando”, Artur Bual, Vitor Pi, Vitor Rua, entre outros. Realizou um concerto em Madrid integrado no festival internacional de música “Festimad”. Participou no espectáculo “Rhys Chatham & as 100 guitarras - An angel moves too fast to see” realizado no Coliseu dos Recreios de Lisboa, com uma orquestra de 100 guitarras eléctricas (1996).

Fundou (1997) e é membro da direcção do “Colectivo Multimédia Perve” www.a-perve.rcts.pt (Coordenação, Direcção Artística e Participação em eventos de “Arte Global” no âmbito das actividades da Associação: “Apelo aos Sentidos”, “PAZ XXI”, “Lente Bual”, “Pincéis do Futuro”, “ Acasos Românticos “ e “Cor de Liberte” (1998) Recolha etnográfica, Coordenação Artística e Sonoplastia para documentário interactivo “Noma Kan Djan – Arte em Moçambique”, “Trilogia Artur Bual” (1999/2001), “Globalismo” e site www.arteglobal.cjb.net . Produção das exposições “Olhos do Mundo”, “Assombramentos”, “Maninguemente Ser”, “Sur Sensus”, “Razões de Existir I”, “M.Arte”, “Perve Acervo 2001”, “Nós Para Além do Mar”, “Sulcos roxos do Olhar”, “5+2=3”, “Razões de Existir II” (2000/2003). Participou na exposição colectiva “Razões de Existir II”, com 5 trabalhos, Perve Galeria, Lisboa (2002) e na exposição “Perve Acervo 2001” com a Instalação “Decisão” (2002)

Prémios:
Produção, Desenvolvimento e Composição Sonora do CD-Rom Multimédia interactivo “Trilogia com Artur Bual” e “Noma Kan Djan – Arte em Moçambique” Prémio Multimédia XXI, Portugal 2001; Produção e Design de Som da Instalação “Inventário Cromático”, Prémio Jovem Multimédia na XI Bienal de Cerveira, 2001.

Exposições Colectivas:
2002 – “5+2=3” na Perve Galeria – Arte e Multimédia
- “Razões de Existir II” na Perve Galeria – Arte e Multimédia
2003 – Representado no certame da Porto Arte 2003, 2ª Feira de Arte Contemporânea do Porto.


Cerâmica
Reinata

Reinata Sadimba nasceu em 1945, na aldeia de Nemu (Planalto de Mueda e Província de Cabo Delgado). Filha de camponeses, recebeu a educação tradicional da etnia maconde, que incluía o fabrico de objectos utilitários em barro (pratos, cântaros, etc.)
Em 1972, durante a luta armada, ingressa na FRELIMO. Em 1975 divorcia-se. No mesmo ano inicia uma transformação profunda na sua cerâmica, começando a ser conhecida em Cabo Delgado pelas suas “formas estranhas”. Em 1978 passa à reserva da FRELIMO. Devido à guerra, emigra para a Tanzânia, em 1980, onde permanece até 1992, voltando então a Maputo. Em 1998 realizou aí uma semana de ensino sobre cerâmica tradicional.
A sua obra está representada no Museu Nacional de Arte de Moçambique e no Museu Nacional de Etnografia (Lisboa), para além de inúmeras colecções privadas nacionais e estrangeiras.

Workshops:
1993- Maputo;
1994- Maputo;
1995- Maputo e Londres.

Exposições Colectivas:
1992 - Cabo Delgado e Maputo;
1993 – Maputo;
1994 – Maputo;
1995 – Bienal das TDM (Maputo), e Bienal de Joanesburgo.
1996 - Maputo e Dinamarca;
1997 - Maputo e Lisboa;
1998 – Maputo e “Expo 98” (Lisboa);
2000 - Olhos do Mundo (Perve Galeria- Lisboa).
2001 – Maninguemente Ser (Perve Galeria – Lisboa)
2001 – Sur-Sensus (Perve Galeria – Lisboa)
2002 – Perve Acervo – 2001 (Ed. Banco de Portugal – Leiria)
2002 – Sulcos (roxos) do olhar – lusofonia no feminino (Perve Galeria – Lisboa)
2003 – Arte Contemporânea de Moçambique – Galeria de Arte da Cervejaria da Trindade

Exposições Individuais:
1992- Maputo e na Tanzânia; desde aí tem todos os anos exposto na capital (até 98 pelo menos).
“Reinata Sadimba, uma invulgar ceramista Moçambicana, constitui outro dos casos especiais desta exposição. Descendente da etnia maconde, Reinata recebeu a educação tradicional, que inclui o fabrico de objectos utilitários em barro. Mas depressa conseguiu evoluir e criar novas formas de entendimento artístico. (...) Hoje, as pessoas estão rendidas ao seu trabalho (...)”

Texto de Paula Braga
sobre a exposição “Sulcos (roxos) do olhar”
na Perve Galeria

Retirado da Revista Moçambique
Setembro de 2002


Pintura
Sara Franco
(1971)


Nasceu em Leiria em 1971. Frequenta o 4º ano do curso de Pintura na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa.
Desde 1998 tem exposto em diversos locais tais como: Galeria Século XVII - Leiria, Galeria Lídia Cruz - Leiria, Galeria/Livraria Rua 52 - Leiria, Espaço Objecto Design - Leiria, Galeria do IPJ (colectiva c/ Susana Girão), Ilga Portugal (colectiva c/ Susana Girão), Galeria/Livraria Edições Campos (colectiva c/ Susana Girão), Galeria 65A (Individual)
Participou no Prémio Banif 2003 e na 1ª Bienal de Artes Plásticas de Coruche.
Seminário Macromédia com a presença de Laurent Pajani e Lionel Lemoine, Sales Engineers da Macromedia, no Hotel Sheraton, Lisboa.




Escultura
Shikhani

Nasceu em 16 de Abril de 1934, na região de Muvesha, distrito de Marracuene, em Moçambique. Filho de camponeses, foi pastor até aos 16 anos. Começou a dedicar-se à escultura no Núcleo de Arte, tendo como mestre o escultor português Lobo Fernandes. Em 1963, torna-se assistente do Professor Silva Pinto, escultor na Escola Industrial Mouzinho de Albuquerque: A partir de 1970 começa a dedicar-se também à pintura.
A sua primeira exposição foi em 1968, em Matalana. Em 1973, recebe uma bolsa da Fundação Gulbenkian para Lisboa, onde realizou uma individual. A partir de 1976 radica-se na Beira, onde permanece alguns anos. Aí e até 1979, orienta aulas de Desenho no Auditórlo-Galeria. Em 1982, recebe uma bolsa de estudo de seis meses, na URSS. Há já alguns.anos regressou a Maputo, onde reside actualmente. Tem vários murais em baixo relevo na Beira. A sua obra está representada no Museu Nacional de Arte, na Culturgest, em Lisboa, e em colecções particulares,dentro e fora do seu País. Ver Mais>>


Escultura
Valingue

Miguel Valingue nasceu em 1953, em Nanhagaia, Planalto de Mueda (Província de Cabo Delgado). Quando começa a instrução, em 1964, inicia-se igualmente na luta armada e vai viver para as Zonas Libertadas, perto da Base da Beira. Em 1968 vai para a Tânzania com os pais e em 1969 começa a esculpir sob a orientação do seu irmão Rafael Massude que, por sua vez, aprendera com Mestre Lago.
Até 1974 vive em Mtwara trabalhando como escultor e regressa a Mueda com o governo de transição. Em 1979 vai para Nampula onde se integra na Cooperativa de Escultores 16 de Junho. Em 1980 vem para Maputo e entra na Cooperativa Arte Maconde, que abandona passado pouco tempo por considerar que lá só se estava a trabalhar em série, e passa a trabalhar sozinho. O seu trabalho está representado em várias colecções privadas em Moçambique e no estrangeiro.

Principais Exposições:
Expõe em Maputo no Museu Nacional de Arte, na Exposição de Escultura Contemporânea Maconde, posteriormente apresentada em Paris. Participa nas Pontes Lusófonas em 1999, exposição na casa da Lusofonia, Lisboa.

2000 - Colectiva Olhos do Mundo - Perve galeria - Lisboa.
2001 – Colectiva Maninguemente Ser – Perve Galeria – Lisboa.
2002 – Colectiva Perve Acervo – 2001 – Edifício Banco de Portugal – Leiria.
2002 – Colectiva Semana de África – Galeria do I. P. J.

 


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